ÁREA RESTRITA



Ruas especializadas

Qual é o melhor endereço para comprar equipamentos de cozinha? E onde estão concentradas as lojas especializadas em tecidos, objetos de armarinho ou eletrônicos? Com as indicações da editora visual de Vejinha, Kiki Romero, localizamos em um mapa as principais ruas de comércio da cidade. 

 

Rua da Consolação: lustres e luminárias

Quando os irmãos Íbero e Izer Bobadilha abriram ali a Lustres Bobadilha, em 1951, a Rua da Consolação era especializada em móveis. Hoje, mais de quarenta estabelecimentos se dedicam à iluminação.

Rua Melo Alves: artigos infantis

O endereço concentra um pouco de tudo: lojas de móveis, decoração, moda feminina, restaurantes e bares… Chama atenção, no entanto, a quantidade de casas especializadas em artigos para bebês e crianças. São oito lojas em um único quarteirão, entre a Oscar Freire e a Alameda Lorena.

Avenida Bem-Te-Vi: calçados e bolsas

Até o início dos anos 70, Moema era um bairro fabril e na Bem-Te-Vi ficavam as casas de operários construídas pelas indústrias para seus funcionários. Pouco sobrou da arquitetura da época. Os imóveis onde estão as lojas de calçados foram todos remodelados.

Rua Florêncio de Abreu: ferramentas

Está atrás de uma furadeira último modelo? Um chuveiro a gás como os de antigamente? Pregos, parafusos, mangueiras? Quem sabe um cortador de grama ou um carrinho de supermercado? Não deixe de visitar esta rua, bem perto da 25 de Março e da estação São Bento do metrô. As lojas de ferramentas, que somam mais de cinqüenta, estão ali há cerca de 100 anos.

Rua Santa Efigênia: eletrônicos

São mais de 500 lojas e boxes de equipamentos eletroeletrônicos. Com seus oito longos quarteirões, a rua é endereço obrigatório para fanáticos por computador, DJs, animadores de festa ou simplesmente gente em busca de fios, placas de memória ou câmeras de segurança. Como a concorrência é grande, vale a pena barganhar. Com paciência e alguma lábia, os produtos saem das lojas por preços bem menores que os das etiquetas. Atenção para falsificações e contrabando.

Rua Teodoro Sampaio: instrumentos musicais

É uma festa ao ar livre. Todos os sábados, uma centena de roqueiros e afins se reúne em frente à loja Matic, no número 850, especializada em guitarras e amplificadores. Chamado de Projeto Toca Brasil, o show semanal já virou tradição na parte mais alta da Teodoro Sampaio, depois da Praça Benedito Calixto, onde estão cerca de trinta lojas de instrumentos musicais e acessórios para músicos.

Rua Paula Souza: utensílios de cozinha

Os principais clientes das mais de trinta lojas da rua são restaurantes e bares. Ali, encontram-se em profusão fogões, fornos e geladeiras industriais, capas para cardápios… Mas quem procura objetos para a casa também sai satisfeito.

Rua Oscar Freire: jeans

No quarteirão entre a Consolação e a Bela Cintra estão fincadas belas vitrines de dez sofisticadas marcas nacionais e importadas. É o único lugar em que se vêem, lado a lado, jeans da Diesel, Miss Sixty, Replay, Energie, Ellus, Forum, Zoomp, Carmim, Iódice e Triton.

Rua Maria Marcolina: enxovais

Nas primeiras décadas do século XX, a rua abrigou operários italianos que se instalaram ali por causa da proximidade com a Hospedaria dos Imigrantes. Mais tarde chegaram os libaneses, com suas confecções para o atacado. Foi na década de 80 que surgiram as primeiras revendedoras do setor de cama, mesa e banho. Hoje, o local concentra mais de vinte estabelecimentos especializados.

Rua José Paulino: moda feminina

Em 1867, a inauguração da Estação da Luz transformou a região do Bom Retiro em passagem obrigatória de imigrantes que chegavam do Porto de Santos. Alguns desses estrangeiros perceberam que a José Paulino, depois carinhosamente apelidada de “Zepa”, daria um ótimo ponto comercial. No início do século XX surgiram as primeiras confecções e lojas de teares.

Rua Haddock Lobo: grifes internacionais

Nenhuma outra rua da cidade reúne tantas estrelas quanto a Haddock Lobo. No trecho de pouco mais de 300 metros entre a Oscar Freire e a Estados Unidos estão localizadas algumas das mais badaladas e caras grifes do mundo.

Rua Galvão Bueno: produtos orientais

Quando os japoneses começaram a chegar a São Paulo, no início do século XX, a Liberdade era uma região conhecida por suas pensões e repúblicas de estudantes. Quase 100 anos e muitos imigrantes depois (não só japoneses como também chineses e coreanos), ela se tornou um centro do comércio de produtos orientais, localizado sobretudo na Rua Galvão Bueno.

Rua 25 de Março: enfeites de Natal

É uma eterna muvuca. Cerca de 400 000 pessoas passam diariamente pela 25 de Março. Perto do Natal, esse número sobe para 1 milhão. Camelôs, compradores e policiais disputam cada metro quadrado da rua. As 350 lojas da região, que oferecem de bijuterias a tecidos, ficam entupidas.

Alameda Gabriel Monteiro da Silva: decoração

A Gabriel Monteiro da Silva virou ponto de encontro de arquitetos e decoradores paulistanos badalados. Muitos deles possuem escritórios na rua. Outros vão apenas conferir o que está na moda. Esse movimento começou no fim da década de 70, quando algumas galerias de arte se fixaram na alameda. As lojas de decoração – que somam, hoje, cerca de 140 – vieram logo depois, atraídas pelo público consumidor dessas galerias.

 

Leia mais informações no site da Veja São Paulo:

http://vejasp.abril.com.br/especiais/ruas-especializadas-de-sao-paulo

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